Aleijadinho x
Adriana Varejão
Varejão, Adriana
(1964)
Biografia
Adriana Varejão (Rio de Janeiro RJ 1964). Pintora. Frequenta cursos livres na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro, entre 1981 e 1985. Faz sua primeira exposição individual em 1988, na Galeria Thomas Cohn, no Rio de Janeiro. Em sua produção, evoca repertório de imagens associadas à história do período colonial brasileiro, como azulejos e mapas. Em obras que se situam entre a pintura e o relevo, emprega frequentemente cortes e suturas em telas e outros suportes que permitem entrever materiais internos que imitam o aspecto de carne. A artista evoca também o barroco, associando pintura, escultura e arquitetura em seus trabalhos.
Natividade , 1987
óleo sobre tela
180 x 130 cm
Reprodução fotográfica autoria desconhecida
Aleijadinho (1730 - 1814)
BiografiaAntônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (Vila Rica, atual Ouro Preto MG 1730 - idem 1814). Escultor, arquiteto, entalhador. É considerado o mais importante artista brasileiro do período colonial. Filho natural do arquiteto e mestre-de-obras português Manuel Francisco Lisboa e de uma de suas escravas, recebe do pai as primeiras noções de desenho, arquitetura e escultura. Provavelmente tenha recebido ensinamentos do desenhista e medalhista lisboeta João Gomes Batista (s.d. - 1788), que depois de trabalhar no Rio de Janeiro muda-se para Vila Rica, atual Ouro Preto, onde entre 1751 e 1784 exerce o posto de abridor de cunhos da Intendência e Casa de Fundição. É possível que Aleijadinho também tenha sido orientado por dois entalhadores: Francisco Xavier de Brito (s.d. - 1751), responsável pela execução da talha da Igreja de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto, que por estar enfermo indica o pai de Aleijadinho para terminá-la; e José Coelho de Noronha, que no ano de 1758 trabalha na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Caeté. Dois anos depois, nessa cidade, Aleijadinho realiza uma escultura de Nossa Senhora do Carmo e se responsabiliza pela execução dos altares laterais. Antes dos 50 anos, ele é acometido por uma doença degenerativa, que deforma e atrofia seu corpo, desencadeando a perda progressiva do movimento dos dedos das mãos e dos pés. Passa a trabalhar com os instrumentos atados às mãos por seus escravos, que o carregam até os locais de trabalho. Há muitas incertezas sobre sua vida. A primeira biografia do artista foi escrita em 1858, 44 anos após sua morte, por Rodrigo José Ferreira Bretas, baseada em documentos de arquivo e depoimentos. No conjunto de sua obra destacam-se os projetos das igrejas de São Francisco de Assis, em Ouro Preto e em São João del Rei, Minas Gerais; as 66 imagens de cedro dos Passos da Paixão e os 12 profetas de pedra-sabão, para o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, Minas Gerais.
Ceia
[A Última Ceia] , 1795 - 1796
madeira policromada
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini/Itaú Cultural
Obra integrante da Via Crucis do Santuário de Congonhas do Campo
Policromia executada por Manuel da Costa Athaíde a partir 1798
madeira policromada
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini/Itaú Cultural
Obra integrante da Via Crucis do Santuário de Congonhas do Campo
Policromia executada por Manuel da Costa Athaíde a partir 1798
Pedro Américo x Vik
Muniz
Américo, Pedro (1843 - 1905)
BiografiaPedro Américo de Figueiredo e Mello (Areia PB 1843 - Florença, Itália 1905). Pintor, desenhista, professor, caricaturista, escritor. Antes de completar dez anos acompanha, como desenhista auxiliar, a expedição científica do naturalista francês Jean Brunet ao Nordeste do Brasil, em 1852. Por volta de 1855, muda-se para o Rio de Janeiro, onde estuda no Colégio Pedro II e no ano seguinte matricula-se na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. Entre 1859 e 1864, com bolsa concedida pelo imperador dom Pedro II (1825 - 1891), estuda na École National Superiéure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes] de Paris, onde é aluno de Jean-Auguste-Dominique Ingres (1780 - 1867), Hippolyte Flandrin (1809 - 1864) e Carle-Horace Vernet (1789 - 1863); no Instituto de Física; e na Sorbonne. Após viagem pela Itália, retorna ao Rio de Janeiro em 1864 e assume a cadeira de desenho na Aiba. No ano seguinte, fixa-se em Bruxelas, Bélgica, e titula-se doutor em ciências naturais pela Universidade de Bruxelas em 1868. Alterna estadas no Rio de Janeiro e em Florença, mas continua como professor de estética, história da arte e arqueologia na Aiba. Entre 1870 e 1871, é responsável pela revista de caricatura A Comédia Social. Em 1877, expõe em Florença a Batalha de Avaí, encomendada pelo Ministério do Exército. A obra é novamente exposta, juntamente com a Batalha dos Guararapes, de Victor Meirelles (1832 - 1903), na Exposição Geral de Belas Artes de 1879, e gera intensa polêmica. Entre 1886 e 1888, pinta a tela Independência ou Morte, para o Salão de Honra do Museu do Ipiranga, atualmente Museu Paulista da Universidade de São Paulo - MP/USP. Com a Proclamação da República, é eleito deputado da Assembleia Nacional Constituinte, em 1890. Em 1900 retorna a Florença.
Davi
e Abisag , 1879
óleo sobre tela
172 x 216 cm
Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ)
Reprodução fotográfica Gilson Ribeiro
óleo sobre tela
172 x 216 cm
Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ)
Reprodução fotográfica Gilson Ribeiro
Muniz, Vik (1961)
BiografiaVicente José de Oliveira Muniz (São Paulo SP 1961). Fotógrafo, desenhista, pintor e gravador. Cursa publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, em São Paulo. Em 1983, passa a viver e trabalhar em Nova York. Realiza, desde 1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de comunicação. Faz uso de técnicas diversas e emprega nas obras, com freqüência, materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira. Em 1988, realiza a série de desenhos The Best of Life, na qual reproduz, de memória, uma parte das famosas fotografias veiculadas pela revista americana Life. Convidado a expor os desenhos, o artista fotografa-os e dá às fotografias um tratamento de impressão em periódico, simulando um caráter de realidade às imagens originárias de sua memória. Com essa operação inaugura sua abordagem das questões envolvidas na circulação e retenção de imagens. Nas séries seguintes, que recebem, em geral, o nome do material utilizado - Imagens de Arame, Imagens de Terra, Imagens de Chocolate, Crianças de Açúcar etc. -, passa a empregar os elementos para recriar figuras referentes tanto ao universo da história da arte como do cotidiano. Seu processo de trabalho consiste em compor as imagens com os materiais, normalmente instáveis e perecíveis, sobre uma superfície e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias, em edições limitadas, são o produto final do trabalho. Sua obra também se estende para outras experiências artísticas como a earthwork e as questões envolvidas no registro dessas criações.
Imigrantes
, 1999
cibacrome
122 x 153 cm
Acervo Banco Itaú S.A. (São Paulo, SP)
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini
cibacrome
122 x 153 cm
Acervo Banco Itaú S.A. (São Paulo, SP)
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini
Mestre Ataíde x
Beatriz Milhazes
Athaide,
Manoel da Costa (1762 - 1830)
Biografia
Manoel da Costa Athaide (Mariana MG 1762 -
idem 1830). Pintor, dourador, encarnador, entalhador. É considerado importante
artista do barroco mineiro. Em sua obra observam-se referências
aos modelos das bíblias e catecismos europeus, como as gravuras de Jean-Louis
Demarne (ca.1752 - 1829) e Francesco Bartolozzi (1727 - 1815). Forma com os
pintores Bernardo
Pires da Silva (17-- - 17--), Antônio Martins da Silveira (17-- - 17--), João Batista de Figueiredo (17-- - 17--), entre outros, a chamada Escola de Mariana.
Suas obras mais destacadas são as pinturas na Igreja da Ordem Terceira de
São Francisco de Assis de Ouro Preto, realizadas entre 1801 e 1812; e
as do forro da capela-mor da Igreja Matriz de Santo Antônio na cidade de
Santa Bárbara, de 1806; o painel A Última Ceia, no Colégio do Caraça, executado em 1828; a
pintura do forro da capela-mor da Igreja Matriz de Santo Antônio, na cidade de
Itaverava, de 1811, e a do forro da capela-mor da Igreja de Nossa
Senhora do Rosário de Mariana, de 1823. No período de 1781 a 1818, encarna
e doura as imagens de Aleijadinho (1730 - 1814) para o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos,
em Congonhas do Campo. Segundo a crítica Lélia Coelho Frota, o artista teria
utilizado seus quatro filhos como modelos para a confecção dos anjos que
adornam os diversos forros e painéis por ele executados e sua esposa para a
execução da madona mulata, retratada no forro da Igreja da Ordem Terceira de
São Francisco de Assis de Ouro Preto.pintura sobre madeira à maneira de azulejo
Igreja de São Francisco de Assis (Ouro Preto, MG)
Milhazes, Beatriz (1960)
BiografiaBeatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro RJ 1960). Pintora, gravadora, ilustradora e professora. Forma-se em comunicação social pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro, em 1981. Inicia-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), em 1980, onde mais tarde leciona e coordena atividades culturais. Além da pintura, dedica-se também à gravura e à ilustração. De 1995 a 1996, cursa gravura em metal e linóleo no Atelier 78, com Solange Oliveira e Valério Rodrigues e, em 1997, ilustra o livro As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes, de Katia Canton. Beatriz Milhazes participa das exposições que caracterizam a Geração 80 - grupo de artistas que buscam retomar a pintura em contraposição à vertente conceitual dos anos de 1970, e tem por característica a pesquisa de novas técnicas e materiais. Sua obra faz referências ao barroco, à obra de Tarsila do Amaral (1886-1973) e Burle Marx (1909-1994), à padrões ornamentais e à art déco. Entre 1997 e 1998, é artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos. A partir dos anos 1990, destaca-se em mostras internacionais nos Estados Unidos e Europa e integra acervos de museus como o Museum of Modern Art (MoMa), Solomon R. Guggenheim Museum e The Metropolitan Musem of Art (Met), em Nova York.
acrílica sobre tela
195 x 300 cm
Coleção Particular
Reprodução fotográfica autoria desconhecida
POSSIBILIDADES DE DIÁLOGOS ENTRE OBRAS DOS SEGUINTES ARTISTAS
POSIBILIDADES DE DIÁLOGOS ENTRE OBRAS DE LOS SIGUIENTES ARTISTAS
Anita Malfatti x Felipe Morozini
Malfatti, Anita (1889 - 1964)
Biografia
Anita Catarina Malfatti (São Paulo SP 1889 - idem 1964). Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora. Inicia seu aprendizado artístico com a mãe, Bety Malfatti (1866 - 1952). Devido a uma atrofia congênita no braço e na mão direita, utiliza a esquerda para pintar. No ano de 1909, pinta algumas obras, entre elas a chamada Primeira Tela de Anita Malfatti. Reside na Alemanha entre 1910 e 1914, onde tem contato com a arte dos museus, freqüenta por um ano a Academia Imperial de Belas Artes, em Berlim, e posteriormente estuda com Fritz Burger-Mühlfeld (1867 - 1927), Lovis Corinth (1858 - 1925) e Ernst Bischoff-Culm. Nesse período também se dedica ao estudo da gravura. De 1915 a 1916 reside em Nova York e tem aulas com George Brant Bridgman (1864 - 1943), Dimitri Romanoffsky (s.d. - 1971) e Dodge, na Arts Students League of New York, e com Homer Boss (1882 - 1956), na Independent School of Art. Sua primeira individual acontece em São Paulo, em 1914, no Mappin Stores, mas é a partir de 1917 que se torna conhecida quando em uma exposição protagonizada pela artista - em que também expunham artistas norte-americanos - recebe críticas de Monteiro Lobato (1882 - 1948) no artigo A Propósito da Exposição Malfatti, mais tarde transcrito em livro com o título Paranóia ou Mistificação? Em sua defesa, Oswald de Andrade (1890 - 1954) publica, em 1918, artigo no Jornal do Comércio. Estuda pintura com Pedro Alexandrino (1856 - 1942) e com Georg Elpons (1865 - 1939) exercita-se no modelo nu. Em 1922, participa da Semana de Arte Moderna expondo 20 trabalhos, entre eles O Homem Amarelo (1915/1916) e integra, ao lado de Tarsila do Amaral (1886 - 1973), Mário de Andrade (1893 - 1945), Oswald de Andrade (1890 - 1954) e Menotti Del Pichia (1892 - 1988), o Grupo dos Cinco. No ano seguinte, recebe bolsa de estudo do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo e parte para Paris, onde é aluna de Maurice Denis (1870 - 1943), freqüenta cursos livres de arte e mantém contatos com Fernand Léger (1881 - 1955), Henri Matisse (1869 - 1954) e Tsugouharu Foujita (1886 - 1968). Retorna ao Brasil em 1928 e leciona desenho e pintura no Mackenzie College, na Escola Normal Americana, na Associação Cívica Feminina e em seu ateliê. Na década de 1930, em São Paulo, integra a Sociedade Pró-Arte Moderna - SPAM, a Família Artística Paulista - FAP e participa do Salão Revolucionário. A primeira retrospectiva acontece em 1949, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Em 1951, participa do 1º Salão Paulista de Arte Moderna e da 1ª Bienal Internacional de São Paulo.
óleo sobre tela, c.i.e.
76 x 61 cm
Coleção de Artes Visuais do Instituto de Estudos Brasileiros - USP
Reprodução fotografica Leonardo Crescenti
Morozini,
Felipe (1975)
Felipe Morozini
( 28 / 5 / 1975) - São Paulo - São Paulo - Brasil
Atividades Artísticas
Fotógrafo, Artista visual, Artista plástico
Participação em Eventos
Individual
2011 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Primeira Individual Retrospectiva (2011 : São Paulo, SP) - Galeria Zipper (São Paulo, SP)













Ótimo trabalho!!!!
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